MME lança zoneamento de recursos de óleo e gás para orientar exploração


Data 10/10/13
Ao lançar nesta quinta-feira, 10 de outubro,  o Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás, em evento no auditório do Ministério de Minas e Energia, o Ministro  Edison Lobão destacou o fato de  que, “pela primeira vez , governo e iniciativa privada passam a dispor do mapeamento detalhado e seguro das áreas prioritárias para o desenvolvimento das atividades de exploração e produção de petróleo”.

O Zoneamento de Óleo e Gás, que está disponível no site do Ministério,  consiste  em uma base de dados  georreferenciada  que mapeia zonas de importância relativa  ao desenvolvimento econômico do setor de petróleo e gás no País. Ele foi desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sob a coordenação do Ministério,  com o apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Estão listadas no zoneamento todas as 67 bacias sedimentares brasileiras, qualificadas em terrestres (52) e marítimas (15), bem como sua área sedimentar, área efetiva (que apresenta interesse para a exploração e produção) e maturidade exploratória. O estudo ainda abrange perspectivas geológicas e econômicas para estas áreas e será atualizado a cada dois anos pelo MME com os avanços nas atividades exploratórias.

O Ministro disse que divulgação do documento  “será de grande valia tanto para especialistas em busca de informações mais aprofundados, como para os que se iniciam no setor, desejosos de saber onde se localizam as áreas de maior potencial, onde estão as áreas mais prováveis para a produção de recursos não convencionais, ou quais são as áreas mais exploradas do País”.

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, destacou a importância do estudo tanto para o governo quanto para a indústria. "É algo positivo para todos os agentes. É um avanço em termos de levantamento de informações", disse.
Para o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do MME, Marco Antônio Almeida, o estudo preenche uma lacuna importante de informações, que serão utilizadas efetivamente no planejamento do país. “É um trabalho que a sociedade brasileira pode utilizar para conhecer um pouco mais o território brasileiro, o potencial do pais em termos de produção de petróleo e gás”, destacou. Ainda segundo ele, a ideia é que o material seja atualizado a cada dois anos.

Retomada das licitações

A divulgação do Zoneamento insere-se, de acordo com o Ministro Lobão, em contexto mais amplo de ações no setor de petróleo e gás.  Um exemplo que ele citou foi a retomadas das licitações de blocos exploratórios, com a realização da 11ª. Rodada, em maio passado.

Lobão falou sobre a importância da primeira licitação sob o regime de partilha de produção, marcada para o próximo dia 21.  Segundo ele, os depósitos de garantia feitos pelas grandes petroleiras mundiais permitem prever a constituição de algo entre dois e quatro consórcios que irão disputar a maior área já licitada para a exploração e produção de petróleo do mundo, o campo de Libra.

- A possibilidade de um processo efetivamente competitivo, com a presença de sete das onze maiores empresas de petróleo do mundo, nos leva a esperar que esse primeiro leilão também será um sucesso – disse o Ministro. Ele disse que existe “elevada expectativa” em relação à 12ª Rodada de Licitações marcada para o final de novembro, quando serão ofertadas áreas em bacias terrestres com vocação para gás natural e recursos não convencionais.

Até 2020, disse o ministro, o Brasil vai  exportar mais de 2 milhões de barris diários de petróleo, com a produção interna superando os 5 milhões de barris/dia.

Em seu pronunciamento, o Ministro de Minas e Energia referiu-se ao “pujante desenvolvimento” da indústria naval brasileira nos últimos dez anos. “Desenvolvimento que não apenas revitalizou os estaleiros, mas também possibilitou a construção de diversos novos e modernos empreendimentos.”

De acordo com o Ministro, o número de empregados trabalhando diretamente nos estaleiros do país multiplicou-se dez vezes nos últimos dez anos, saindo de pouco mais de 7 mil em 2003 para cerca de 73 mil atualmente. “Esse cenário reforça a importância da política de conteúdo local adotada no país quando das outorgas das áreas para a exploração e produção de petróleo e gás natural”, afirmou.
Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás
O Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançam o estudo ‘Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás’. Trata-se de uma base de dados georreferenciada que mapeia zonas de importância relativa  ao desenvolvimento econômico do setor de petróleo e gás no País. O documento foi desenvolvido pela EPE, sob a coordenação do Ministério e  com o apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O estudo servirá de base para o planejamento de áreas para as rodadas de licitação, para a tomada de decisões sobre estudos, pesquisas, projetos, atividades e serviços de levantamentos geológicos básicos e para a definição das áreas prioritárias para o desenvolvimento e manutenção das atividades da indústria do petróleo e gás natural no território e na plataforma continental brasileira.  A publicação também será importante instrumento de apoio em questões de ordenamento territorial e socioambientais que envolvam as atividades de exploração de petróleo e gás, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável.

O instrumento será útil tanto às políticas públicas quanto à indústria petrolífera para o aproveitamento de recursos de petróleo e gás natural, especialmente no planejamento energético, no contexto do Plano Nacional de Energia (PNE), do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (PEMAT).

O projeto de zoneamento, que está sendo instituído pela Portaria MME nº 350, de 10 outubro de 2013, terá suas informações e análises atualizadas bienalmente pelo Ministério de Minas e Energia, de modo que os avanços decorrentes das atividades exploratórias nas áreas em estudo pela ANP e nas áreas outorgadas possam estar representados nesse instrumento do setor.

Óleo e gás natural
A publicação foi feita sob as perspectivas geológica e econômica. Na primeira, geológica, foi feita uma combinação do passado com o futuro das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, especialmente em termos de poços pioneiros, possíveis prospectos, acumulações (jazidas) e campos. O resultado da aplicação dessa metodologia gera uma base de informações georreferenciadas que suporta a perspectiva econômica.

No desenvolvimento da perspectiva econômica foram elaborados mapas para representar a Importância Petrolífera de Área (IPA), conforme vários pontos de vista ou argumentos. Além de elementos geológicos, é considerada a proximidade de áreas sob contrato com empresas para atividades de Exploração e Produção (E&P) e de instalações de infraestrutura de abastecimento de petróleo e gás natural.

A integração dos argumentos que compõem o estudo do ‘Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás’ é visualizada no mapa de IPA-total, que integra as análises sobre o conhecimento geológico, atividade exploratória, infraestrutura de produção e escoamento e potencial petrolífero de áreas, relativos à indústria petrolífera nacional.



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